O que caracteriza um bom professor de inglês?

Escrito por Carina Fragozo
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Muitos amigos me pedem indicações de escolas de idiomas, e eu sempre digo que o conceito de uma “escola boa” é muito relativo, pois depende da franquia, do método e, em grande parte, do professor. Mas o que é um bom professor de inglês? Falar bem o idioma é um fator essencial, mas não o único. Afinal, todos nós, brasileiros, somos falantes de português, mas isso não nos torna capazes de ensinar a língua, não é mesmo? Portanto, não acredito que todo professor nativo, seja ele americano, britânico ou canadense, seja necessariamente um bom professor. Para isso, é necessário, estudar teorias de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, estar apto a preparar aulas direcionadas ao interesse de cada aluno (ou grupo), ter domínio da gramática, do vocabulário e da pronúncia da língua-alvo e ser capaz de ensinar esses itens de maneira significativa para o aluno. 

 Encontrei o seguinte artigo no English Made in Brazil, e estou compartilhando parte dele com vocês.


Segundo os autores, são três os aspectos que definem a qualificação de um instrutor. Vejam a seguir:

  • Competência na língua e na cultura: A primeira e fundamental condição de um um bom instrutor de língua estrangeira é que fale muito bem o idioma, com fluência e naturalidade, e que tenha plena familiaridade com a cultura estrangeira.  Pronúncia, ritmo e entonação corretos bem como propriedade idiomática são fundamentais para não transferir desvios ao aluno. 
  • Características de personalidade: Além de plena competência linguística e cultural, existem certas características de personalidade e habilidades no plano psicológico que são decisivas. O bom instrutor é normalmente descontraído, alegre, tem bom senso de humor, facilidade de relacionamento e sensibilidade para saber lidar com pessoas com diferentes graus de autoconfiança. Não é aquele que ostenta seu conhecimento linguístico e corrige o aprendiz; é aquele que desenvolve autoestima e autoconfiança no aprendiz. É aquele que desempenha um papel de facilitador, colocando-se num plano de igualdade e não de superioridade. É aquele que se interessa mais pelo conteúdo da mensagem que o aprendiz tenta lhe transmitir do que nos desvios da linguagem utilizada. 
  • Qualificação acadêmica: É indispensável que o instrutor tenha clara consciência dos conceitos de language learning e language acquisition e desejável também que tenha conhecimentos de psicologia educacional, linguística comparada, diferentes métodos de ensino de línguas, fonologia e alguma experiência como instrutor. Além dos cursos de Letras de universidades brasileiras, que oferecem esses conhecimentos, há os cursos profissionalizantes emTESLTEFL, ou TESOL, do exterior. Destes, existem muitos, com uma diferença grande de custo, carga horária e qualidade. Pode-se considerar de boa qualificação acadêmica o instrutor que tiver um Certification de universidade norte-americana ou canadense; ou um TKT, CELTA, CELTYL, ICELT da Universidade de Cambridge (Inglaterra). A mesma universidade também oferece o DELTA e o IDLTM, programas mais avançados que os anteriores. Acima da formação em Letras e desses certificados profissionalizantes, vêm os mestrados e doutorados em TESL, TEFL, TESOL, e Linguística (acréscimo meu).

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