Entrevista com Denilso de Lima, autor do Inglês na Ponta da Língua

Escrito por Carina Fragozo
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Ele criou um dos três maiores sites de inglês do Brasil e conta com mais de 400 mil seguidores em sua página do Facebook. Além disso, é autor dos livros “Gramática de Uso da Língua Inglesa”, “Inglês na Ponta da Língua” e “Combinando Palavras em Inglês”, além de sete e-books, todos com grande sucesso de vendas. É claro que estou falando do Denilso de Lima, autor do Inglês na Ponta da Língua. Ao longo de sua carreira, Denilso já foi entrevistado diversas vezes, como no English Experts (2007), no Portal da Língua Inglesa (2012), no Inglês para Leigos (2012) e no English Cast (2013). Sendo assim, procurei fazer perguntas que estivessem mais relacionadas aos seus interesses na atualidade. Entre outros assuntos, ele conta sobre o processo de criação do blog, sobre seus livros e sobre seu desejo de mudar de ramo. Ficou surpreso? Eu também. Enfim, conheçam mais sobre o Denilso, boa leitura!

EiB: Como surgiu a ideia de criar o Inglês na Ponta da Língua (INPL)?

DL: A ideia não surgiu; aconteceu por acaso. Não teve um planejamento. Não teve uma organização. O embrião veio em 2005 quando a minha editora – Elsevier – sugeriu a seus autores que criassem blogs para divulgar seus livros. Eu não dei bola para a sugestão. Aí, em 2007, entendiado com a vida e na vontade de fazer algo diferente resolvi criar o blog. Foi por pura brincadeira e falta do que fazer! [risos]
EiB: Atualmente, o INPL está entre os três maiores sites de inglês do Brasil. Como foi esse processo?
 
DL: Naturalmente! Eu acredito que quando começamos o nicho ainda não era explorado. Tínhamos o Tecla SAP, praticamente o primeiro blog com dicas de inglês na internet brasileira. O Alessandro acabara de criar o seu English Experts, cerca de dois meses antes de mim. Esses três blogs eram – e ainda são – parceiros. Cada um com um estilo diferente e isso fez com que cada um conquistasse um público diferente. O processo foi natural, como eu disse, até hoje não sei bem o que fiz.
EiB: A página do INPL no Facebook conta com mais de 400 mil seguidores e é a maior página brasileira com dicas de inglês. A que você atribui esse sucesso?
 
DL: Interatividade, qualidade das informações, erros… Sim erros! O legal é mostrarmos às pessoas que não somos perfeitos e nós – autores, professores, pesquisadores, etc. – também erramos. Isso nos torna iguais a todos e mostramos a todos que estamos no mesmo barco. Cativar o público – seja um ou um milhão – é a melhor maneira de se obter sucesso em qualquer área.
EiB: Tanto o site quanto a página do INPL são atualizados diariamente, inclusive mais de uma vez por dia. Você tem alguma equipe para ajudar na criação dos posts? Como é sua rotina de trabalho?
 
DL: Sim e não! Durante 90% do tempo faço tudo sozinho. Vez ou outra alguém mais publica na página; mas isso é raro; então, it’s a one man’s job! Minha rotina de trabalho é controlada. Tenho os momentos para cuidar da página, momentos para cuidar do blog, momento para ler, momentos para escrever livros e ebooks. Enfim, eu faço o que amo; portanto, não é trabalho. e como tudo se mistura, acaba ficando mais fácil ainda!
EiB: Você tem três livros e sete e-books publicados. Quando você decidiu publicar suas ideias?
 
DL: O primeiro livro surgiu por acaso. Mas acabou se tornando um sonho egocêntrico de um jovem sonhador de 27 anos de idade. Levei vários “nãos” de inúmeras editoras na época. Alguns autores daquele tempo criticaram meu primeiro livro de forma taxativa e impiedosa. Engraçado que já vi em livros desses autores algumas de minhas ideias da primeira versão do Inglês na Ponta da Língua. Estranho, né? Enfim, as ideias estão no ar; nós temos de estar antenados para percebê-las, melhorá-las, aplicar a elas o nosso estilo e fazer acontecer. Ainda tenho ideias para mais livros; mas, não sei como será esse futuro.
EiB: Quais as oportunidades para autores na área de ELT (English Language Teaching) no Brasil?
 
DL: Esse tema é complicado! Pois podemos falar também da falta de oportunidades para os profissionais de ELT no Brasil. Infelizmente, a grande maioria do público brasileiro – incluindo aí os professores de inglês – ainda preza pelo estrangeiro. Ou seja, só o que vem de fora é bom. E, na minha experiência, eu já notei que o que vem de fora é repetitivo, cansativo e fora da realidade de ensino de língua inglesa no Brasil. Mas, o público sempre se renova e com esse novo público vem a ideia de que o melhor vem de fora. O Brasil tem excelentes profissionais em ELT, mas, infelizmente, eles não têm muita oportunidade. Na verdade, a oportunidade só existe se você faz parte de uma panelinha, um grupinho fechado que procura controlar tudo. Portanto, se você não agradar um membro desse grupinho, você é carta descartável no sistema.
EiB: No passado, você participou de um quadro do programa “Bem Viver TV” (TV ABC) como o “Dr. Descomplica”, no qual você dava dicas para “descomplicar” seu inglês. Você acredita que a TV deveria abrir mais espaço para esse tipo de informação?
DL: Sem dúvidas! Se abrem espaço para inúmeras idiotices, poderiam abrir espaço para o ensino de língua inglesa. Afinal, nosso país sonha ser um líder mundial; mas, como ser um líder mundial se grande parte de sua população não fala a língua mundial? A TV chega a inúmeros locais e seria uma maneira interessante de ensinar a população que não tem condições para pagar os altos preços dos cursinhos capitalistas de inglês. Já imaginou como será no futuro, quando a massa popular for procurar um emprego e não conseguir por não ter o inglês na ponta da língua? Complicado!
EiB: Quais são os seus projetos para o futuro?
 DL: Mudar de ramo! Vou continuar com o Inglês na Ponta da Língua. Vou continuar escrevendo meus livros. Mas, pretendo entrar na área de palestras e treinamentos comportamentais (motivacionais): o tal do coaching, termo que já está banalizado no país. Tenho tido algumas oportunidades para falar da minha história (de um menino que se virou para aprender inglês sozinho até chegar ao profissional que é hoje). Tenho tido oportunidade de ajudar outras pessoas não só com o inglês, mas também com a vida pessoal e profissional. Gosto disso e devido às oportunidades que estou tendo quero aproveitar tudo e seguir essa caminhada.
EiB: Deixe uma mensagem para os leitores que desejam aprender inglês de maneira autônoma, sem cursos ou viagens para o exterior.

DL:
É possível! Não acredite nos imbecis que dizem não ser possível! Para aprender inglês sozinho você precisa querer aprender, estabelecer objetivos, aproveitar o tempo ocioso, investir em materiais de qualidade, avaliar-se constantemente (não é fazer prova, mas avaliar o que você está fazendo para atingir seus objetivos). Não se preocupe com o som do TH ou com a diferença entre BEACH e BITCH. Não tenha medo de usar o que sabe, use, arrisque-se, comunique-se. Você aprende com a prática e com o tempo. Até hoje eu aprendo coisas novas. Não desista! Persista! Não é fácil, mas garanto a você que os resultados – por menores que sejam – serão motivos de muitos sorrisos e orgulho para você mesmo.

 EiB: Muito obrigada pela participação e pela gentileza de recomendar o English in Brazil na página do INPL. Desejo que você continue compartilhando seus conhecimentos e que tenha cada vez mais sucesso!

DL: Eu quem agradeço a oportunidade! E como eu sempre digo, tudo o que é bom deve ser comentado; tudo o que é maravilhoso deve ser compartilhado. Por isso, comento, compartilho, indico, enalteço e colaboro com seu trabalho, Carina. Sempre que precisar, conte comigo. 🙂

 

Veja também...

se aprofunde ainda mais no inglês!

Entre agora na lista de espera para a próxima turma do meu curso online!