Resenha: The Catcher in the Rye (J. D. Salinger)

Escrito por Carina Fragozo
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O foco deste blog é apresentar dicas de inglês, mas acredito que está faltando um pouco de literatura por aqui. Afinal, através da leitura aprendemos sobre a cultura de outros países e adquirimos MUITO vocabulário novo. Por isso, criei esta seção com indicações de livros em língua inglesa, mas com um “toque de English in Brazil”: além de contar um pouco da história e expressar minha opinião, buscarei avaliar o nível de dificuldade da leitura e comentar expressões ou palavras interessantes. O que acham da ideia?
Decidi começar pelo livro “The Catcher in the Rye”, de J. D. Salinger, que já havia lido na adolescência em português e acabo de reler em inglês, 15 anos depois (e foi muito mais legal desta vez!)
Sobre o Livro
 
Publicado em 1951, o romance conta um fim de semana na vida de Holden Caulfield, um adolescente vindo de uma família com boa situação financeira. A história começa quando Holden é expulso de um renomado internato por ter tirado notas baixas. Então, ele decide deixar a escola no meio da noite e sai pelas ruas de Nova Iorque, o cenário de praticamente todo o livro. Antes de contar para os pais, Holden passa a refletir sobre sua (curta) vida e procura pessoas importantes para ele. Por incrível que pareça, a história é basicamente isso. Não acontece nada de extraordinário, e o livro é simplesmente a história de um garoto voltando pra casa. Mas aí é que está a magia da obra: o importante não são os fatos, mas as reflexões do personagem, as quais são descritas de maneira muito conectada com o que realmente passa pela cabeça dos jovens. No trecho em que o título da obra é mencionado, Holden afirma que não gostaria de ser um cientista ou um advogado, e sim um “apanhador num campo de centeio”, que protege criancinhas dos perigos de cair em um penhasco. Assim, fica claro que Holden não consegue se encaixar nos papéis que a sociedade lhe impõe e que tem compaixão pelas pessoas que se sentem como ele.
 
Linguagem e Vocabulário
 
Nível de inglês: Apesar de ser um lívro dos anos 50, a leitura não é difícil para leitores a partir do nível intermediário.
A linguagem é marcada por gírias da época e pela fala informal dos adolescentes. Muitas palavras foram utilizadas com ortografia baseada na fala, como as seguintes:
Brudda: brother (irmão)

Sonuvabitch: son of a bitch (filho da puta)
for Chrissake: for Christ’s sake (pelo amor de Deus!)
I was tryna sleep: I was trying to sleep (Eu estava tentando dormir)
Wuddaya mean?: What do you mean? (O que você quer dizer?)
A helluva handsome guy: A hell of a handsome guy (um cara bonito pra caramba)
Algumas palavras e expressões muito usadas:
Corny (adj.): sentimental, meloso
Dough (subst.): dinheiro (gíria)
Flit (subst.): homossexual; gay (adj.: flitty)
Give her the time (exp.): fazer sexo com uma garota
Horse around (exp.): fazer bagunça

Kills me (exp.): Holden usa esta palavra sempre que algo o deixa muito feliz ou muito irritado.

Ex: That girl is so good looking she kills me.
That movie was so bad it killed me.

Moron (subst.): idiota, imbecil
Phony (adj. /subst.): superficial, hipócrita (ex: a phony party)

Curiosidades
 
-A obra é reconhecida como uma das mais importantes do século XX, por ter sido um marco na cultura jovem.

-Apesar de ter sido lançado na década de 50, “O Apanhador” vende cerca de 200 mil cópias por ano.

-O Green Day gravou  a música “Who wrote Holden Caufield” em 1992, baseada no livro. Segundo o vocalista Billy Joe, Holden era como ele: rebelde, largado e invisível (cf. Wikipedia). Ouça a música AQUI.
Minha opinião

Sabe quando a gente termina de assistir a uma série muito legal e sente a maior saudade dos personagens? Isso aconteceu comigo nas duas vezes que li o livro. Me comovi com a ingenuidade dos pensamentos de Holden e muitas vezes me peguei rindo (alto) de suas babaquices. Ótima leitura para adolescentes e adultos! Me contem nos comentários o que acharam da seção de resenhas e se já leram ou ficaram com vontade de ler “O Apanhador”!

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