5 ERROS de PRONÚNCIA que você NÃO sabe que comete (English Consonants)

Escrito por Laura Schereschewsky
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Primeiro, é importante a gente lembrar que, toda vez que a gente fala de “erro”, a gente tá falando de coisas que impedem ou atrapalham a comunicação!

Quando a gente aprende uma língua nova, a gente não consegue separar as nossas línguas ou desligar temporariamente a nossa língua materna, então é claro que elas vão acabar se misturando um pouco na nossa cabeça, mas eu já falei e vou repetir: sotaque não é um erro!

Mas tem coisas que nós, brasileiros, temos a tendência de fazer quando falamos em inglês, porque o português tá muito forte na nossa cabeça, e que acabam provocando erros de comunicação. “Erro” é aquilo que a gente fala, mas que não tem como ser entendido de jeito nenhum pelo nosso interlocutor! Vamos falar desses erros então?

A gente vai começar falando de erros relacionados a consoantes, ou à pronúncia de sons consonantais!

The PeTeCa Phenomenon!

O primeiro erro que a gente precisa falar sempre é um dos mais frequentes cometidos por aprendizes brasileiros de Inglês, que é o de não aspirar consoantes plosivas surdas! 

Primeiro, vamos definir o que são plosivas: são essas consoantes que a gente explode para pronunciar, como /p, b/, que explodem nos lábios, /t, d/, que explodem nos alvéolos, aquele pedacinho do céu da boca atrás dos dentes, e /k, g/, que explodem lá no fundo do céu da boca. Cada um desses pontos de articulação tem um parzinho de uma plosiva surda e uma sonora.

As plosivas sonoras são aquelas que têm vibração das cordas vocais, como /b, d, g/, que dá pra perceber bem direitinho colocando a mão na garganta ao pronunciar o som delas. E as plosivas surdas são aquelas que são exatamente iguais às sonoras na articulação, mas não têm vibração das cordas vocais, como /p, t, k/. 

Para a gente, falantes de português, isso é bem fácil de entender! A gente sabe direitinho quando a palavra é, por exemplo, PATA 🐾  ou BATA 👊🏽 ; TÊNIS 👟 ou DÊNIS 👦🏼 (o Pimentinha!); e COLA 🧴 ou GOLA 👔 . O problema é que, em Inglês, quando as plosivas surdas tão em início de palavra ou no início de uma sílaba tônica, elas são ASPIRADAS, ou seja, tem um soprinho de ar quando a gente pronuncia, por exemplo: PARK, TAXI, KING, TICKET, COLD, COMPARE, BECAUSE, TITANIC, PALEONTOLOGIST. 

Essa aspiração, ou seja, esse soprinho de ar, é extremamente importante porque, para um nativo de Inglês, é ele que diferencia o som de /p/ do de /b/, o som de /t/ do de /d/ e o som de /k/ do de /g/. As plosivas sonoras em Inglês não tem necessariamente a vibração das cordas vocais em início de palavra, então o que diferencia uma palavra COLD, frio, de GOLD, ouro, é justamente esse soprinho de ar. Por isso, quando a gente não faz essa aspiração, a gente pode estar cometendo um erro de pronúncia, que pode causar um problema na comunicação. Por exemplo, se a gente não aspira a palavra “PAIR”, par, ela pode ser entendida como “BEAR”, urso!

Para não esquecer disso, lembra dessa dica: THE PETECA PHENOMENON, porque a palavra PETECA tem os três sons de consoantes que a gente deve aspirar em Inglês!

The Teach the DJ Phenomenon!

Ainda em relação às consoantes plosivas, outro erro bastante cometido por brasileiros aprendizes de Inglês é o de trocar o som das consoantes plosivas alveolares /t, d/, fazendo uma palatalização nos sons de T e D e transformá-los no som de ʧ e ʤ. 

Quem comete esse erro geralmente são os aprendizes brasileiros de regiões do Brasil que fazem isso também em Português. Por exemplo, em Porto Alegre, a gente fala “DIA” /ʧiə/ e “TIME” /ʧimɪ/, “LEITE” /lejʧɪ/ “QUENTE” /kẽɪ̃ʧɪ/, enquanto outras regiões falam /tiə/, /timɪ/, /lejtɪ/ e /kẽɪ̃tɪ/. Aqui, falando Português, não é problema algum, porque a gente se entende de qualquer maneira.

Mas falando Inglês, a gente pode acabar cometendo um erro de trocar esses sons e acabar falando uma palavra completamente diferente, atrapalhando a comunicação:

Por exemplo, palavras como TIN, lata, TWO, o número dois, TEASE, provocação, acabam soando como CHIN, queixo, CHEW, mastigar, ou CHEESE, queijo. E isso fica ainda mais complicado em palavras como TEAR, lágrima, que podem soar como CHEER, comemoração, o que é bem diferente, né?

Essa troca também pode acontecer em final de palavra. Palavras como CAT, gato, e BAD, ruim, podem soar como CATCH, pegar ou capturar, ou BADGE, distintivo. Aliás, distintivo é uma ótima palavra para falar desse exemplo, porque a gente pode falar “ʤisʧinʧivo” ou “distintivo”, em Português, e não muda muita coisa. Mas falar WHAT ou falar WATCH faz toda a diferença!

Alguns outros exemplos bem cotidianos que a gente precisa ficar atento são, por exemplo, BEACH e BEAT ou BITCH e BIT; CHICK e TICK; EACH e EAT ou ITCH e IT; NOTCH e NOT.

Já no caso do D, alguns exemplos são DEEP e JEEP, DIM e GYM, PAID e PAGE, HEAD e HEDGE, RID e RIDGE!

Para não esquecer disso, lembra dessa dica: TEACH THE DJ PHENOMENON, porque a palavra TEACH tem os dois sons surdos que a gente confunde, e “DEEJAY” tem os dois sons sonoros!

The Eminem Phenomenon

Outro erro bastante comum que os brasileiros cometem na pronúncia em Inglês é em relação às consoantes nasais finais, que são os sons do “n” e do “m”. No início da palavra, tudo bem, a gente não tem problema nenhum em diferenciar uma palavra como NAP, cochilo/soneca, de MAP, mapa, ou NAIL, unha, de MAIL, correio. Mas em final de palavra, ou em final de sílaba, em Português, a gente faz quase sempre o mesmo som, independentemente de terminar com N ou M, por exemplo, TAMM, NINGUÉM, INDEPENDENTEMENTE, LANCHE, MANDARIM, CANTO… Quase todas as vezes que o som de M ou de N aparece no final de uma sílaba ou no final da palavra, a gente pronuncia do mesmo jeito, ou com um som incompleto, meio fanho, quase com som de NH /ɲ/, ou com uma vogal nasalizada… 

Já em Inglês, essas consoantes são totalmente pronunciadas no final da palavra, exatamente como no início. Se, por exemplo, em uma palavra como NOON, meio dia, o som do primeiro N começa com a ponta da língua atrás dos dentes, o N do final também vai ter a ponta da língua atrás dos dentes, no mesmo lugar.

Por outro lado, em uma palavra como MOM, mãe, se a gente começa a palavra com o som de M fechando os lábios, o som de M no final também vai ter os lábios fechados. 

Para não esquecer disso, lembra dessa dica: THE EMINEM PHENOMENON, o rapper, ou os chocolates M&Ms, que são super legais para a gente lembrar disso, porque as duas palavras têm uma pronúncia bem legal em Inglês, com os sons de M terminando com os lábios fechadinhos!

Do you know the Psychotic Gnome Phenomenon?

O próximo ponto não é exatamente uma regra, mas existe uma lista enorme de palavras em Inglês que possuem letras “mudas”, ou seja, aparecem na escrita, mas são silenciosas na pronúncia. 

Como falantes de Português, a gente sempre espera que a pronúncia das palavras acompanhe a escrita, e que todas as letras que a gente escreve apareçam na fala, mas, em Inglês, não é bem assim, e aí a gente acaba cometendo alguns errinhos de pronúncia que podem atrapalhar a comunicação. 

Isso acontece por causa da herança multifacetada da língua inglesa! Que o Inglês é uma língua germânica, com origem anglo-saxã, ninguém tem dúvida, mas o que nem todo mundo sabe é que quase todas as palavras de origem anglo-saxã do Inglês moderno têm um sinônimo de origem latina, por causa da invasão normanda na Inglaterra, que praticamente juntou as coroas inglesa e francesa por quase 300 anos, mas que manteve as duas em pé de guerra por quase 700! 

E isso evidentemente influenciou na língua falada na região, tanto na fala quanto na escrita. No caso da fala, as letras mais comuns a desaparecerem na pronúncia são P, H, K e G. 

No caso de P, por exemplo, a maioria das palavras que têm um P silencioso são de origem grega, e a maioria delas têm a ver com áreas da medicina, por exemplo:

psychology, psychiatry, psyche/psycho, psychological, psychotic, pseudo

Já no caso de K e G, a maioria das palavras de origem germânica que têm as duplinhas KN ou GN têm o K e o G mudos, como em:

knee, know, knife, knight, knot, knowledge, gnome, sign, reign, align, gnarly

Algumas palavras de origem grega também têm o G mudo na duplinha GM, como em:

phlegm, paradigm, diaphragm

E enfim, tem muitas outras letras que a gente pode buscar a origem para explicar o porquê de elas não serem pronunciadas. 

Mas para resumir, existe mais ou menos uma regra geral em Inglês que é a de que, quando a gente tem uma duplinha de consoantes juntas, a primeira vai ser muda, silenciosa, e a gente vai pronunciar apenas a segunda letra. 

Além dos exemplos das letras que a gente viu antes, outras que somem bastante são:

  • o b, como em debt, doubt, subtle;
  • o l, como em half, behalf, talk, walk, would/could/should;

Para não esquecer disso, lembra dessa dica: DO YOU KNOW THE PSYCHOTIC GNOME?, porque, nessa frase, tem três palavras com três das mais comuns letras mudas da língua inglesa!

The Rat in a Hat Phenomenon

Por fim, precisamos falar sobre o H e o R. 

A letra H, em Inglês, pode ser muda ou ter som, mas isso depende da palavra.

No caso do H mudo, por exemplo, a maioria das palavras que omitem o som dessa letra são de origem Latina, por causa do Francês antigo, que também não tinha o som do H. Dessa lista, a gente pode falar em: 

HOUR, HONOR, HONEST, HEIR, HERB (AmE pron.)

Outras palavras do dia a dia que também tem um H mudo são VEHICLE e EXHAUSTED. Mas até aí não tem muito problema, né, porque, para nós, brasileiros, é tranquilo ignorar o H na pronúncia. 

O problema mesmo é quando o H tem som, e é aí que complica para a gente! O som do H é o som do nosso R fraco em Português, que nem o de RATO, ou CORRE. E o som do R é o nosso som do R caipira, como em PORRRTA, PERRRRTO, etc.

Quando a gente quer falar palavras com R em Inglês, como RAT, rato, WRITE, escrever, RED, vermelho, RIDE, andar/pilotar ou RARE, raro, a gente pode acabar confundindo justamente com o som o H, e acabar pronunciando as palavras como HAT, chapéu, HEIGHT, altura, HEAD, cabeça, HIDE, esconder, HAIR, cabelo. 

Para não esquecer disso, lembra do Ratatouille: um RATO, a RAT, que vestia e se escondia em um CHAPÉU, a HAT! The Rat in a Hat!

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