Como melhorar o “LISTENING” em inglês?

Escrito por Laura Schereschewsky
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7 hábitos para desenvolver as habilidades de compreensão oral

Para desenvolver uma língua nova, precisamos trabalhar 4 habilidades principais: reading e writing, a leitura e a escrita, que são habilidades que têm a ver com a língua no papel, e listening e speaking, o ouvir e o falar, que são habilidades voltadas para a língua falada em voz alta. 

Como a leitura e a escrita normalmente nos dão mais tempo para processar, são bem tranquilas de desenvolver. Se não entendemos de primeira, podemos ler de novo; se não sabemos exatamente como escrever, podemos parar e pensar um pouquinho mais antes de escrever, e por aí vai. 

Já a língua falada é mais dinâmica, então geralmente exige um processamento mais rápido: é aí que começa o problema. Na fala, até tudo bem. Às vezes fazemos mímica, improvisamos, contornamos o significado aqui e ali, mas, no geral, conseguimos nos virar. Na escuta, por outro lado, não tem muito como improvisar. O ideal é praticar mesmo para deixar o listening cada vez mais fácil.

Por isso, aqui vão 7 dicas para desenvolver essa habilidade de escuta que é uma dificuldade para muita gente que está aprendendo inglês:

BABY STEPS

Baby Steps, ou um passinho de cada vez. A primeira dica parece ser meio boba, mas é tão óbvia que muita gente acaba se esquecendo e pulando essa etapa: a de escolher o nível adequado do conteúdo para praticar. 

Quando alguém pergunta “Teacher, como que eu faço pra praticar o listening?”, a nossa resposta é quase automática: praticar ouvindo música ou assistindo a alguma coisa com áudio em inglês.

O problema é que, com essa resposta genérica, o aluno acaba indo pelo que ele mais gosta, e tem a tendência de procurar direto aquelas séries super complexas, como House of Cards, ou How to Get Away with Murder, ou de escolher músicas cheias de metáforas e floreios, como Bohemian Rhapsody, mas isso fica tão complexo e tão difícil de entender que o aluno acaba achando que não está progredindo, que não entende nada e desanima. 

Por isso, é importante que cada um entenda o seu processo de aprendizagem e vá aos pouquinhos, porque mesmo que alguém consiga ler textos diversos e complexos, pode ser que o listening não esteja no mesmo estágio. Isso é completamente normal, pois as nossas habilidades não se desenvolvem ao mesmo tempo!

Não há demérito algum em começar a praticar inglês assistindo desenhos infantis, por exemplo, Peppa Pig. Como são desenhos voltados para crianças aprenderem as coisas da vida, nada mais justo do que usarmos esse mesmo conteúdo para conhecermos as coisas da vida em outra língua! Músicas com poucos versos, que repetem bastante, também são uma boa para começar! 

Num nível intermediário, noticiários internacionais são uma boa opção, porque geralmente abordam assuntos que provavelmente já ouvimos em outro lugar e sabemos mais ou menos do que se tratam. Outra boa opção são filmes, séries e programas mais simples, como sitcoms, que normalmente têm pequenas pausas entre as conversas para o público processar a piada e rir. Para intermediário, vale assistir até aos programas de variedade ou reality, que geralmente combinam tanto conversas rápidas, que acontecem junto com a ação, quanto falas mais controladas, como nas entrevistas com os participantes, em que eles explicam o que aconteceu naquele momento. 

Mais adiante, quando estiver se sentindo mais confiante, num nível mais avançado, o aluno pode se aventurar em seriados complexos ou vídeos bem específicos e técnicos. Variedade é o que não falta!
Mas não esqueçam:  baby steps! Não adianta botar a carroça na frente dos bois!

DE A A Z

A dica de A a Z, ou da Austrália ao Zimbábue. Seja como língua oficial, língua de herança, língua de colonização ou lingua franca, o inglês está presente em todos os continentes, então existe uma enorme variedade de dialetos e sotaques por aí. Se nós, enquanto brasileiros, temos o nosso próprio jeitinho especial para falar inglês também, imagina quantas outras variedades não podemos encontrar de inglês nativo? Também não existe só um inglês americano ou um inglês britânico: só na cidade de Londres existem pelo menos 3 ou 4 variedades reconhecidas de inglês! 

Por isso, é importante se expor às diferentes variedades de Inglês que existem por aí para poder se acostumar com tudo o que é tipo de som que a gente possa vir a escutar!

Essa dica ainda pode ser combinada com a primeira dica, a dos baby steps. O aluno pode começar a acompanhar material de um só lugar e, à medida que for ficando cada vez mais fácil entender aquela variedade, pode ir diversificando cada vez mais. 

Além disso, é legal procurar filmes ou seriados que propositalmente colocam vários sotaques diferentes para caracterizar os personagens: por exemplo, Sense8, um seriado da Netflix sobre 8 pessoas, cada uma de um lugar diferente do mundo, que são conectadas mentalmente por um motivo desconhecido. Mesmo que todo mundo fale inglês na série, só dois dos personagens principais são americanos: a maioria dos personagens usa o inglês como uma lingua franca, ou seja, um inglês mais internacional por pessoas que não necessariamente têm o inglês como língua materna. 

Já para os diferentes sotaques britânicos, há o seriado Misfits, que apresenta um grupo de jovens que cometeram pequenos delitos e são condenados a fazer trabalho comunitário, mas acabam sofrendo um acidente e ganhando superpoderes. Como a cada temporada muda boa parte do elenco, o público acaba sendo exposto a vários sotaques britânicos diferentes, tornando a série uma boa opção para ir se acostumando com as variedades britânicas, que não são todos como o inglês da Rainha!

#ComLegenda

Há quem diga que listening e reading são habilidades passivas para aprender um idioma, mas existe muita atividade acontecendo no nosso cérebro quando fazemos um ou outro! A terceira dica é sobre combinar essas duas habilidades de percepção da língua para melhorar o processamento daquilo que estamos tentando entender, ou seja, usar tanto o reading quanto o listening juntos. 

Existe uma campanha muito legal sobre acessibilidade para surdos na Internet, que é a hashtag “#QueremosLegendas” ou “#ComLegenda”. A campanha tem o objetivo de ampliar a acessibilidade de pessoas surdas aos conteúdos de áudio e vídeo da Internet, que vai além da inclusão de um intérprete de LIBRAS, e é por meio das legendas. A verdade é que as legendas são extremamente importantes não só para a comunidade surda, mas para todo mundo, porque muita gente usa legenda e transcrição no dia a dia! Por isso, é de extrema importância que as plataformas disponibilizem legendas, para que o conteúdo seja de acesso a todos!

No caso do aprendiz de uma língua nova, as legendas ajudam a associar aquilo que é falado ao equivalente escrito. Quando apenas lemos muito, podemos acabar inventando na nossa cabeça sons para algumas palavras que não são exatamente como a pronúncia correta delas. Por exemplo, quando lemos uma palavra nova que nunca vimos antes, é bem provável que um som seja inventado na nossa cabeça para ela. Aí, quando escutamos a pronúncia correta, muitas vezes podemos não associar aquele som a uma palavra conhecida e acabar ficando perdido. O contrário pode acontecer também: se apenas escutamos uma palavra nova sem ler como ela é escrita, podemos acabar soletrando errado. Quando combinamos o som com a legenda, fica mais fácil associar o som da palavra com a escrita dela. 

Por isso, recomendamos aproveitar as plataformas que possibilitam ligar e desligar a legenda ou a transcrição durante a execução de um vídeo ou áudio. Por exemplo, no YouTube, existe um mundo de possibilidades de vídeos de diversos assuntos e de níveis de complexidade diferentes. O aluno pode assistir a um vídeo sem legenda uma primeira vez, tentar absorver a maior parte, depois assistir de novo com as legendas e conferir se entendeu tudo direitinho. Ou pode fazer o caminho contrário também: assistir uma vez com legenda, para entender tudo, e depois tentar assistir de novo sem as legendas, porque, como já se sabe do que se trata, o listening já vai estar condicionado a tentar captar aquilo que interessa do áudio.

Uma outra plataforma interessante é o ed.ted.com, das famosas TEDxTalks, com palestras gratuitas curtas sobre diversos assuntos que valem a pena compartilhar por aí. O interessante da versão ED, de educação, é que logamos como estudante, encontramos 4 atividades por vídeo: WATCH, THINK, DIG DEEPER e DISCUSS. No WATCH, podemos escolher o vídeo do assunto que interessa e assistir, podendo ligar as legendas ou não; no THINK, encontramos um “mini quiz” com perguntas sobre o vídeo, para testar se entendemos aquilo que foi dito; no DIG DEEPER, encontramos um textinho com mais coisas sobre aquele assunto; e, por fim, no DISCUSS, encontramos um pequeno fórum, com perguntas mais abertas para as pessoas discutirem o assunto do vídeo. 

Por fim, se o aluno preferir escutar música no lugar de assistir a vídeos, dá pra aproveitar que plataformas como o Spotify agora fornecem as letras das músicas acompanhando sincronamente o verso cantado com a letra escrita. 

DISTANCIAMENTO

A quarta dica é a dica do Distanciamento Social, porque as palavras em inglês gostam de se aglomerar. É o que chamamos de connected speech. Na fala cotidiana, mais rápida, as frases não são pronunciadas com tantas pausas ou “espaços” entre as palavras, então fica tudo juntinho num enunciado só. Na fala natural, uma palavra é encadeada na outra, e a pronúncia de algumas palavras pode ser reduzida para fazer o link com a próxima palavra. Na vida real, quase ninguém fala como os professores de inglês, que pausam e articulam bem as palavras na hora de enunciar. (Talvez, a única pessoa que faça isso seja o Ross, de Friends, mas aí até o Chandler tira sarro!)

Enfim, essa aglomeração das palavras na fala natural em Inglês, ou a connected speech, pode acontecer de várias maneiras. Por exemplo, temos a frase:

I want to go there. = /aɪ.wɑnt.tu.goʊ.ðɛr/

Nesse caso, uma opção de aglomeração pode ser juntando o som final de uma palavra ao som inicial da próxima. “Want” termina com som de /t/ e “to” começa com o mesmo som de /t/. A frase, nesse caso, pode ser dita como:

I “wanto” go there. = /aɪ.wɑntə.goʊ.ðɛr/

Ou, existe uma outra forma de conectar essas palavras para falar a frase mais naturalmente, que é conectando o “want to” para uma coisa só em uma forma reduzida: 

I wanna go there. = /aɪ.ˈwɑnə.goʊ.ðɛr/

Por isso, a dica do Distanciamento é brincar com a velocidade dos vídeos ou podcasts que consumimos. Podemos aproveitar as plataformas que permitem acelerar ou desacelerar o vídeo e usar isso para nos acostumarmos com a connected speech. Por exemplo, você pode assistir a um vídeo, ou até a um pedacinho de um vídeo, de 1 ou 2 minutos, uma primeira vez na velocidade normal e tentar anotar o que ouviu. Depois, assistir ao mesmo pedacinho com a velocidade mais lenta para tentar separar um pouco aqueles sons e distanciar as palavras, para então conferir se aquilo que você escreveu antes condiz com o que você ouviu agora, numa velocidade mais lenta. Quando as coisas forem ficando mais fáceis, dá até pra brincar de colocar a velocidade do vídeo ou do áudio bem rápida também, tentar anotar o máximo do que entendeu e depois conferir com a versão mais lenta ou com as legendas. O importante é praticar!

DICA DO DAVI

Aí vem a pergunta: quem é Davi? Esse vídeo não são as dicas do English in Brazil para melhorar o listening? Who is David

Davi é o Davi. Aquele Davi, o herói bíblico, aquele Davi de quem Michelangelo fez a estátua. Essa dica tem tudo a ver com o que o próprio Michelangelo disse (ou dizem que ele disse) sobre a escultura. Dizem que, quando Michelangelo entregou a escultura pronta, ele falou: “Eu apenas tirei da pedra de mármore tudo que não era o Davi!”.

A quinta dica é fazer como Michelangelo, tirar tudo o que não é Davi do mármore. 

“Mas, teacher, como assim?”

Agora vem a frase da Carina Fragozo, ou a dica da Carina do English in Brazil: “Não precisa entender tudo para entender o todo”.

Das coisas que ouvimos na fala, podemos dividir tudo em content words ou function words, ou seja, palavras com conteúdo e palavras funcionais. As content words são Davi, e as function words são o mármore. O mármore está lá, as palavras funcionais estão na frase, como as preposições, os adjuntos, as conjunções, etc, mas o que importa para o interlocutor é Davi, como os substantivos, os verbos, etc, ou seja, as palavras com conteúdo. Quando tentamos entender alguma coisa, não é preciso nos preocuparmos tanto com cada palavrinha, ou cada detalhezinho da frase, porque isso é perder muito tempo com pedra de mármore. Na fala, as coisas são assim: bobeou, passou. O importante é tentar entender o contexto daquela frase e pegar as ideias principais, focando em Davi.

LIKE, LIKE, LIKE!

Isso nos leva para a sexta dica, a dica do like, like, like! Assim como em português, em que muita gente fala “tipo” para tudo, tipo, enfia “tipo” em tipo, cada frase, em inglês, existe o “like“. Esse “like” não tem nada a ver com gostar ou curtir, é apenas um vício de linguagem que muita gente fala. Esses vícios de linguagem aparecem muito na fala cotidiana em inglês, e não é só entre, tipo, os adolescentes descolados! 

Os chamados fillers são muito comuns em falas naturais não roteirizadas, ou seja, sem script, ou sem muita edição. Por exemplo, quem escuta podcasts deve ouvir muitos fillers, como uhm, err, umm, erm, que são sons de “ã” bem mais nasalizados do que o nosso “ãh…” em português!

Existe um outro tipo de fillers bem comum em inglês, que, assim como o like, não altera o sentido da frase, e é só mais mármore para tirar fora, que são frases e expressões como: 

stuff like that
(do) you know? / (do) you see?
well…
I mean… / I guess…
kind of (kinda) / sort of (sorta)
(do you) know what I mean?

Essa dica, então, é conhecer e identificar esses vícios de linguagem para aprender, aos poucos, a filtrá-los e ignorá-los na hora de tentar entender alguma coisa que foi dita. De novo, o importante é focar no que interessa da frase! 

MULTITASKING

Agora, a última dica é a mais óbvia de todas, mas é sempre bom reforçar! Quanto mais incorporamos os sons do inglês no nosso dia a dia, mais praticamos! Estudar Inglês não precisa ser uma tarefa com data e hora marcada, sentado no computador ou na frente de um livro ou um caderno. Podemos estudar inglês enquanto fazemos praticamente qualquer outra coisa! O bom de praticar o listening é que só precisamos dos nossos ouvidos! 

Por exemplo, quando em deslocamento, seja dirigindo ou andando de ônibus, podemos escutar uma música em inglês e tentar entender o que está sendo cantado. Podemos baixar os podcasts de noticiário internacional em inglês, ou até acessar as versões online de rádios americanas e britânicas e ouvir as últimas notícias, aí, além de ficarmos informado sobre o que está acontecendo no mundo logo no início do dia, já estamos praticando inglês. 

Além disso, podcasts com historinhas ou audiobooks também são uma ótima ideia para incorporarmos no dia a dia e fazermos um rodízio com as playlists de música, porque, quando ouvimos uma história, ficamos expostos a toda uma entonação diferente que possibilita pausas em momentos adequados para processar o enredo. Além disso, também trabalhamos emoções e sensações com a voz, e isso pode ajudar a melhor compreender o que está sendo dito. Uma ideia é escutar um episódio de um podcast ou um capítulo de um audiobook enquanto se lava a louça, por exemplo, engatando o modo multitarefa para unir o útil ao agradável e, de quebra, praticar o listening em inglês!

Por fim, só para reforçar: para praticar o listening, basta ouvir!

Get practicing!!

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